Um conto sobre saudade

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Ela. 00h. Frio. Em casa sozinha.
(Pega o celular, desbloqueia a tela) Estou pensando seriamente em ligar pro Pedro, mas ele vai me achar maluca. (Larga o celular)
Ele. 00h01. Frio. Numa festa.
(Pega o celular, desbloqueia a tela) Lugar cheio de gente, mas ta tudo vazio aqui dentro, apenas saudades. Mas e se ela estiver voltando de um rolê com as amigas? Não, ela provavelmente vai causar comigo (Larga o celular)
Ela:
(Pega o celular, desbloqueia a tela)Está frio e chovendo, ele deve estar querendo um lugar pra dormir, alguém pra conversar, ou pra jogar a culpa de tudo na minha cara. (Larga o celular)
Ele:
Será que ela está sentindo a minha falta da mesma maneira que eu sinto a dela?
Ela:
Talvez ainda tenhamos uma chance e se ele estiver com os meninos em alguma festa, qual o problema? Tem tanto espaço nessa casa, a gente joga alguns colchões na sala e deita todo mundo.
Ele:
E se eu chamasse os meninos? Meu game ainda está lá, montamos ele e viramos a noite, porque não? Vou mandar mensagem.
Ela:
“Hey, você esta em casa?”
Mensagem dele.
Ele:
“Estou.”
Porque tão seca?
Ela:
“Estou com saudades.”
O que eu faço, o que eu faço?
Ele:
“Hum.”
Eu não acredito. Melhor parar.
Ela:
Ele não mandou mais nada. Vou ligar.

– alô?
– Camila?
– oi Pedro!
– graças a Deus, estou com saudades.
– vem pra cá, agora.
– eu te amo.
– eu te amo.

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Considerações.

Consideremos que eu realmente acredite em fadas, e que é verdade que elas nascem a cada sorriso. Na verdade a cada primeiro sorriso de um bebê. Considerando o jeito inocente que você me faz sorrir e a freqüência com que faz isso, podemos considerar que eu já possuo uma vila de fadas só com as minhas risadas.
Se consideramos o quanto você me faz bem, que somos feitos um para o outro, o quando as nossas almas viajam pra ficarem juntas, podemos considerar que fomos feitos juntos, tudo bem, você foi pro forno primeiro, é justificável se considerarmos que você realmente tem que ser mais maduro pra me aguentar.

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Eu posso considerar também a sensação que eu tive ao primeiro oi, a primeira conversa, a nossa primeira noite juntos, nossas primeiras lembranças, e nossas primeiras risadas, da pra chegar a una conclusão de que eu sou sua! E eu não sou sua como pronome de posse, mas como significado de não querer ser de mais ninguém, que se for pra ficar acordada a noite que seja por você, se for pra se irritar que seja com você, se for pra chorar que seja por você, e se for pra ser a pessoa mais feliz do mundo, que seja com você! E eu nem precisei te beijar ou te tocar pra saber que se considerarmos a hipotenusa, dividido pela raiz quadrada da regra de três de 30, vai dar o valor de… Não, calma! Talvez eu não precise de ciências contábeis para explicar na minha vida, o que eu só preciso de 3 palavras. É, se considerarmos a minha vida ser melhor com você, chegamos ao resultado final de um grande, eu te amo.

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