Inspiração.

– Aonde você vai?

– Para um lugar que eu consiga ficar tranquilo

– você não esta tranquilo comigo?

– com você? Você é insegurança, não sabe o que quer ou quando quer. Não aguento mais isso, se for pra ser, que seja apenas nós.

– eu sei o que eu quero.

– Então me diz Luíza, me diz agora o que você quer.

-…

– Ok, eu já entendi, tchau. Quando decidir, me procura.

Toda vez que acorda de manhã, se pergunta pelo o que está lutando, pelo que está correndo, e quando para pra analisar percebe que está vivendo um sonho, uma loucura, uma paixão, mas que nunca havia olhado dessa maneira, então começa a agradecer por ter encontrado alguém com quem compartilhar seus segredos, suas manias, até mesmo suas risadas. Encontrado alguém, que te fez encontrar a brecha na linha do limite, e que te fizesse ver que é bem mais.

Lembra que não precisa buscar refugio em outros lugares, ou em outras pessoas, que tudo o que faz está indo melhor que imaginava, mas calma.. cade o frio na barriga? A agitação e a adrenalina que nos faz sorrir a cada vez que a cena passa pela cabeça? Cadê a falta de folego, o fecho dos olhos e a contagem até dez?

Sente saudades da queda livre ou da insegurança que nunca se permitiu sentir ou que sentiu tanto que quando percebeu já era tarde demais, e percebeu que estava na hora de encarar a vida, da maneira correta, mesmo que tenha medo de se arrepender.

– Pedro, espera!

– O que?

– Eu quero isso, eu quero o aqui, o agora, o nós.

Ele voltou e deu um beijo nela, ela sabia que o medo dela havia passado, sentia que não haveria arrependimentos, e que de alguma forma, encontrou o seu ponto de paz, de segurança. Aquilo que ela sempre buscou em sua vida, algo ou alguém que mostrasse que todos os desafios que passam pela vida, são as oportunidades que irão leva-la até seu objetivo final… o amor.

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“Pra que logica, quando se vê que é o amor…”

Talvez ficar te observando, parado, encostado na parede, realmente não vai me levar a nada. Mas confesso que acho muito gostoso parar e te imaginar me abraçando, me contando como foi seu dia e como sentiu a minha falta.

Quer saber? É realmente melhor eu subir pra sala, antes que toda essa admiração suba a cabeça.

– Laura! – Senti um puxão no braço.

De repente estou de frente com ele. O rosto mais bonito que eu já vi, o sorriso mais encantador da minha vida.

– Poxa, saudades educação!

– Para de ser boba, sei que você estava louca pra ser surpreendida assim. – Ele sempre lê meus pensamentos, meus olhares, talvez, até a minha alma.

– Você continua o mesmo convencido, egocêntrico. – Falei soltando meu braço.

– Nossa, quantos elogios. Eu também estava com saudades. – Ah! Esse sorriso…

– Também? Quando eu disse que estava?

– No mesmo momento que me comeu com os olhos, enquanto eu estava conversando com os meninos, você realmente acreditou que eu não iria perceber?

É estranho quando ele assume prestar atenção nos meus movimentos. Mesmo assim, eu não consigo assumir uma coisa que estava louca para que acontecesse, quem diria… aconteceu!

Mas, podemos concluir que eu e o Kaio somos complicados, queremos muito, mas, nenhum dos dois assumem.

– Estou com saudades do teu beijo.

Bom, pelo menos eu… não assumo. É claro que todo mundo sabe que eu sou louca por ele, desde a primeira vez que ele me beijou. Foi na festa da Ana (minha melhor amiga), aconteceu porque ele queria provar alguma pra alguém, eu realmente não lembro essa historia direito, mas ele sempre lembra… cada detalhe.

Ele é um virginiano (não que isso seja importante) estudante de engenharia e eu sou uma sagitariana, estudante de relações internacionais. Não temos nada em comum, estamos sempre em “pé de guerra”, ele me critica sempre, mas, as vezes paro e penso que talvez seja isso que nos aproxima tanto,a nossa relação é complicada, uma montanha russa em alta velocidade.

Quer um exemplo? A quinze minutos atrás, não fui falar com ele, pois estávamos brigados, os dois em queda livre. De repente ele está cara a cara comigo, a centímetros mínimos do meu rosto, sinto meu coração batendo tão forte, que sei que estamos subindo novamente.

– Quer saber a verdade, Kaio? Você me cansa. Vou pra aula. – Estou abandonando o carrinho e voltando para a terra firme.

– Nossa menina, como você é irritante, assume logo que me quer. Todo mundo sabe! – Ele sempre tem que falar pegando no meu braço e me puxando?

– Me solta. – Puxei meu braço (novamente) e fui em direção ao elevador.

Ta bom, eu não sei exatamente porquê faço essas coisas, mas, mais tarde eu vou ficar me martirizando, arrependida, por ter perdido mais uma oportunidade de assumir para esse rapaz que realmente existe sentimento, muito sentimento. É complicado não me imaginar junto dele, mas é difícil convencer meu cérebro a dizer sim pra ele.

– Tudo bem Laurinha, eu vou te ajudar com isso.

– Me ajudar? Você vai sumir da minha frente?

– Não, eu vou te beijar…

– Você vai o que?

*BEIJO*